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Casos de polícia

Análise de Hernâni Carvalho: As armas desaparecidas de Tancos e reaparecidas na Chamusca

Foi encontrada uma caixa de petardos “a mais”, no emaranhado de armas reaparecidas na Chamusca, dadas como desaparecidas dos paióis nacionais de Tancos. O chefe do Exército diz que é compreensível.

António Pedro Ferreira

O general chefe do Estado-Maior do Exército reconhece ter aparecido uma caixa de petardos a mais no meio do material dito furtado nos paióis de Tancos e dito reaparecido na Chamusca. Numa conferência de imprensa dada na Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME), em Benavente, na terça-feira (31 de outubro) o general Rovisco Duarte fez o ponto da situação sobre os paióis de Tancos. Confirmou que o material recuperado na Chamusca está armazenado em Santa Margarida, confirmou que as munições de 9 milímetros (cerca de 1500) nunca chegaram a aparecer e revelou que na relação do material encontrado “existe uma caixa a mais” (de petardos).

Petardos compreensíveis
O chefe máximo do Exército reconheceu que a caixa de petardos não constava da relação do material dado como desaparecido, pois no dizer do general Rovisco Duarte é uma “ligeira discrepância” e é “perfeitamente compreensível”. E explica que como se trata de material utilizado na instrução, pode ter sido registada a sua saída e não ter chegado a ser usado/consumido, regressando ao paiol fora das contas dos quarteleiros.

Reaparecidas na Chamusca
Segundo a Judiciária Militar (PJM), na madrugada de quarta-feira, 18 de outubro, foi avistado parte do material de guerra anunciado há meses como desaparecido dos Paióis Nacionais de Tancos. Estavam junto à ponte da Chamusca. Segundo a PJM, esta polícia terá recebido uma informação anónima, feita de uma cabine telefónica da margem sul de Lisboa, dando conta do lugar exacto onde estava o material de guerra. As armas terão sido encontradas a céu aberto, nas caixas originais, ainda seladas e encharcadas de chuva. O que apareceu estava intacto e só ali deverá ter estado, “no máximo, 48 horas”. Faltavam as munições e, sabe-se agora, havia uma caixa de petardos a mais.