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Goucha recorda conversa com mãe: “Ou me aceitas ou cada um vai para seu lado”

Chamada de telespetador leva apresentador da TVI a contar a própria história.

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O impacto da televisão na vida das pessoas é difícil de medir mas, na emissão do programa desta terça-feira, dia 6 de fevereiro, de “Você na TV”, Manuel Luís Goucha conseguiu ter uma ideia mais precisa. Durante a rubrica do psicólogo Quintino Aires, o telespetador Pedro, de 28 anos, iniciou a sua intervenção telefónica agradecendo o exemplo dos apresentadores, comentário que inicluia Cristina Ferreira, mas que se dirigia, de forma particular, a Goucha “pelo homem que ele é”.

Naquilo que foi uma confissão inesperada de falta de aceitação por parte da família e amigos perante a sua bissexualidade, o jovem afirmou: “Eu gosto de ambos os sexos. No seio familiar e nas ditas amizades verdadeiras fui posto à parte. Estou tão bem a fazer amor com um rapaz como com uma rapariga. Não sei o que fazer mais. Já sai de casa.”

Manuel Luís Goucha aproveitou para contar ao jovem e a quem seguia o programa a forma como abordou a sua orientação sexual com a mãe aos 18 anos. “Há 40 anos coloquei a minha mãe perante esse dilema e disse-lhe: ou me aceitas e continuamos a ter uma relação fantástica ou não me aceitas e cada um vai para seu lado e deixas de ser minha mãe (...) Eu faria isso isso se ela não me tivesse aceitado. A resposta dela há 40 e tal anos foi ‘Só quero que sejas feliz’”, recordou, dizendo ao jovem que compreendia a dor sentida. “A partir desse momento eu passei a não ligar alguma à opinião dos outros. A opinião dos outros não tem peso alguma na minha vida quando a pessoa mais importante me diz ‘Só quero que sejas feliz’”, garante.

Sozinho, Pedro confessou ter sido bem acolhido numa paróquia que o aceita e pretende que ele seja feliz. Nas palavras de Quintino Aires, “quando uma mãe ou um pai não é capaz de respeitar uma característica da personalidade do filho não é mãe nem pai, nem é digna de ser visitada ou cumprimentada por essa pagou. Já pagou tudo aquilo que tivesse a paga na vida porque um rejeição dessas feitas por um pai ou por uma mãe é das maiores dores - imagino eu - que possamos ter”.

Pedro Jorge Melo