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Tomás Adrião, vencedor de 'The Voice Portugal' garante. 'Cheguei a sentir-me invisível no programa'

Acredita que as pessoas o consideram “maluco” e uma professora de Música chegou a dizer-lhe que não tinha “jeito nenhum”. Com um estilo próprio, venceu o concurso de cantores da RTP1.

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Luis Coelho

Com apenas 17 anos, Tomás Adrião é novo ídolo do País, depois de ter sido o preferidos dos espectadores em “The Voice Portugal”. O discípulo da mentora Marisa Liz ganhou um contrato discográfico e um carro... apesar de ainda não ter idade para conduzir.

Quando começou a achar que podia ganhar?
Cheguei a senti-me invisível no programa. Mas as coisas começaram a correr bem. Até à final não sabia se podia ganhar. Foi uma surpresa e fico grato.

Qual a sensação da vitória?
Incrível! Estou feliz por ter chegado onde cheguei e por Portugal ter acreditado em mim.


O que lhe disse a Marisa Liz?
“Parabéns, puto!” E que podia contar sempre com ela. Mais do que uma mentora, foi uma amiga. Deu-me imensos conselhos e força. Às vezes, tenho uma bocado falta de confiança e ela dizia para acreditar em mim. Ajudou-me a ultrapassar cada fase.

Ela elogiou-o por ter sido um dos concorrentes mais trabalhadores.
Trabalhei muito para ser um dos melhores. Empenho-me em tudo o que faço. Sou um bocado perfeccionista.


Na “Prova Cega” só a Marisa Liz virou a cadeira...
Queria a Marisa, mesmo que se voltassem as cadeiras todas. Virou a certa! Se fosse diferente, talvez não tivesse ganho.


Nunca tinha concorrido a um programa de TV. Porquê agora?
Entrei para conseguir ter mais locais para tocar e cantar. Nunca pensei ganhar. Agora quero viver da música. Achava que a imagem era o trunfo principal para um programa de televisão, mas não senti isso. A música acabou por ser primordial. Aprendi, espero ter ensinado e também fiz amigos.

Estudou no Conservatório. Como correu a experiência?
Tive uma professora no Conservatório que me disse que não tinha jeito nenhum. Depois de sair de lá, daquele ambiente aborrecido, comecei a querer fazer coisas com registos musicais diferentes.

Tem sentido o assédio das fãs?
Um bocado... É um choque! Muitas vezes vou na rua, a ouvir música de phones nos ouvidos e como se estivesse a tocar uma “bateria invisível”... Às vezes, acham que sou maluco. Não tinha noção de que as pessoas gostam tanto de mim. É algo que me toca muito. Arrisquei em fazer algo diferente. Não é costume ganhar um rapaz mais alternativo ou diferente do habitual. É uma vitória não só para mim mas para pessoas “diferentes” que queiram concorrer nos próximos anos.

Como reage às comparações que fazem entre si e o Salvador Sobral?
Se calhar, sentimos a música da mesma forma, talvez um pouco excêntrica, mas somos músicos diferentes. Ele é mais virado para o jazz, eu gosto de rock‘n’roll. Talvez sejamos parecidos pelo cabelo e gestos das mãos, não sei... Sou genuíno no que faço e não tento imitar ninguém. Gosto do Salvador: é um grande músico.

Quem é realmente o Tomás?
Um rapaz o mais normal possível, que ninguém via. O rapaz da guitarra, que tocava e ninguém ouvia. Acham que sou maluco. Sou um bocado... E tímido!

Como se imagina daqui a dez anos?
O mesmo rapaz da guitarra, mas a atuar em palcos maiores.

O que espera para 2018?
Que tudo continue a correr bem. Vai haver coisas boas e más. Quero dedicar-me ao álbum, tirar a carta de condução para poder conduzir o carro que ganhei, e acabar o 12o ano. Estou farto da escola. Mas quero ir para a faculdade.

Luis Coelho