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Entrevista a Quim Barreiros: 'O meu cachê não aumenta há muito tempo'

Cláudio Ramos entrevistou o artista.

Cláudio Ramos

Divulgação

Seguramente, é o rei das festas populares e de todas as queimas das fitas. Além disso, Quim Barreiros é um avô presente e animado, e um marido fiel... “A mulher tem de saber levar o casamento”, diz.

Temos novo trabalho este verão, não é?
Tenho sempre coisas novas, gosto de lançar temas entre os álbuns. A mim não me interessa se o disco é novo, porque o público gosta de quase todas das minhas canções.


O verão em Portugal é perfeito para os artistas?
É muito especial, tem uma espécie de “leis próprias” que vão funcionando mais para uns do que para outros. É bom porque tem mais música, mais festas, logo, há mais trabalho para mim, que não me posso queixar, mas também para os meus colegas.


Tens prazer em andar de festa em festa?
Muito! Não te posso dizer que não me canso, que não chega a um ponto que estou saturado, mas é a profissão que escolhi. Gosto muito do que faço e sei que tudo o que está à volta faz parte, até os quilómetros nas estradas.


Há muita gente a imitar-te?
Não! As pessoas sabem quem é o Quim, sabem do que gostam e sou da opinião que todos podemos trabalhar desde que cada um respeite o trabalho dos outros.


Também sentes a crise a cada verão que passa?
Posso dizer-te que temos de ser flexíveis em muitas situações. O meu cachê não aumenta há muito tempo, mas tenho noção do momento que estamos a passar. A crise é uma palavra que está presente na nossa vida e que, em alguns casos, é também muito conveniente a muitas pessoas.


Como é o Quim Barreiros enquanto avô?
Olha, sou mais presente do que fui enquanto pai.Gosto muito da alegria dos meus netos em casa e do desassossego que eles dão. De vez em quando, não me deixam estar concentrado, mas faz parte. A família é a coisa mais bonita que podemos ter. Olhar para trás e vê-la feliz é a sensação de trabalho bem feito, e digo sempre que grande responsabilidade disso é da minha mulher. Foi ela que soube levar isto em frente. Mulher sábia!


O que tencionas fazer quando deixares de cantar?
Vou cantar até muito tarde... Quando não conseguir cantar vou trautear. Mas quem me tira isto tira-me tudo. E não estou a pensar deixar o acordeão.